Aquilo era uma beleza! Cheirava à tinta fresca e à festa. Tinha a atmosfera certa, luxuosa, borbulhante. e ele iria comandá-lo! Singraria os mares e entraria para a história como o primeiro capitão do mais colossal navio construído até então. Ele seria o capitão do Titanic! Sob seu comendo pessoas seguiriam rumo à uma nova vida em outro país, festejariam, seriam felizes e pensariam que o mundo era mesmo, afinal, um lugar perfeito. Percorrendo as instalações do navio pouco antes do embarque começar, Edward John Smith pensava em todas essas coisas e em algumas mais. Que destinos se encontrariam naquele navio? Que amores começariam ali? Que histórias seriam escritas naquela viagem? Após vistoriar cada canto daquele colosso, encaminhou-se para o convés e olhou a multidão que se acotovelava no porto de Southampton. Eram centenas, não, milhares de pessoas quee stavam ali apenas para terem a sensação de que participavam de alguma forma do maior acontecimento d história da navegação. E ele era o comandante não apenas do navio, mas também de todas as almas a bordo dele. Durante os dias que separavam a partida da Inglaterra da chagada aos Estados Unidos, ele regeria aquele navio como um grande maestro rege uma orquestra. com precisão, competência e sincronia. Sem saber o que o aguardava e quanto seus atos seriam decisivos para a legião de passageiros que ficariam sob seu comendo, o capitão smith deu a ordem de embarque, sentindo-se, naquele momento, o mais importante homem sobre a Terra. Pobre e tola criatura. O destino, este sim poderoso e implacável, mostraria aele, antes mesmo de chegar à metade do cmainho, que nada neste mundo escapa aos seus designios ou caprichos. Quando o navio se lançasse ao mar, a roda da fortuna giraria e quando aquela aventura terminasse, nada mais seria igual ao que era naquele momento.
A história que se segue jamais foi contada. Esta é a primeira vez que a grande aventura destas pessoas vem à público. A todas elas nossos respeitos e nossos agradecimentos. A vocês, caros leitores, sejam todos bem vindos a bordo do Titanic, o Palácio dos Mares, o navio inafundável!
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