Quando ele a viu entrar no salão de festas teve a impressão que o mundo parara de girar: cabelos dourados, olhos cor de turquesa, corpo perfeito e uma aura de sedução e mistério que o deixaram completamente hipnotizado. Quem era aquela mulher? Como chegar até ela? Como conquistá-la? - Lilly Aaron - disse seu amigo Harold Paley, dando um tapa em seu ombro. - Você a conhece??? São amigos? - É... Creio que se pode dizer isso... - Preciso falar com ela. Nunca vi alguém tão... perfeito! Harold olhou para Nigel e seus olhos adquiriram um brilho indecifrável, mas o amigo não reparou. Estava fascinado demais, hipnotizado pela mulher que distribuía sorrisos, para perceber o que quer que fosse. Lilly fez mais uma vítima - pensou Harold, enquanto fazia as apresentações. Aquela noite, Nigel só teve olhos para Lilly que, por sua vez, parecia impressionada pelo rapaz alto e forte, de olhar profundo e penetrante. Almoçaram juntos no dia seguinte, jantaram no outro e duas semanas depois estavam namorando. Harold assistia a tudo, impassível, sabendo que Nigel não fazia idéia de quem era aquela mulher. Quando marcaram o casamento, ele foi o padrinho. Quando os filhos nasceram, ele estava ao lado do amigo. E, quando tudo desmoronou, foi o ombro de Harold que amparou Nigel. Lilly era como uma estrela que se apaga, como uma chama de vida que deixa um vácuo eterno quando é extinta. Mas as coisas nem sempre são o que parecem, e seria preciso alguém entrar em suas vidas para que os segredos maisinconfessáveis e as mentiras mais perfeitas aparecessem. Só então aquelas pessoas seriam realmente felizes.
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