PARAÍSO PERDIDO


PRÓLOGO 


Quem teve a felicidade de conhecê-la garante que a cidade é simplesmente indescritível. Com seus edifícios brancos de mármore polido e suas ruas calçadas com pedras amarelas brilhantes, ela se assemelha a uma gigantesca gema preciosa quando cintila sob o sol da manhã. Suas avenidas cercadas por praças e jardins floridos que povoam a brisa com deliciosos perfumes são as mais belas que se têm notícia.
Uma imensa variedade de pássaros coloridos enfeita o ar com sons melodiosos, enquanto árvores altas e frondosas oferecem seus suculentos frutos a quem os desejar.
Os habitantes, gradiosos e belos, possuem modos delicados e educação primorosa, recebendo a todos que adentram suas terras com simpatia e cordialidade.
Nada falta a esta terra encantada. Há milênios ela acende a imaginação dos aventureiros que empenham seus recursos e até a própria vida tentando encontrá-la.
Conhecida como a Morada dos Mestres, a Cidade da Sabedoria, o Paraíso Perdido, ela preserva sua localização de todos os que não merecem conhecê-la.
E agora, finalmente, aproxima-se a hora fatídica em que sua beleza corre o risco de nunca mais ser vista pos olhos humanos. Nunca mais... A menos que seu herdeiro retorne.
Ela o aguarda ansiosa, com seu ar puro, suas águas límpidas, suas noites cravejadas de estrelas.
Shamballa é o nome deste lugar divino e o texto a seguir narra a mais linda história de coragem, amor e autoconhecimento que a Morada dos Mestres já presenciou...


 
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