ENTRE O CÉU E A TERRA

PRÓLOGO

Ela voltava da escola a pé naquele dia, caminhando preguiçosa pela estrada poeirenta, sem fixar o pensamento em nada. Esatva com 14 anos e já era uma linda menina. solitária, mas muito bonita.
Seguia pela margem apreciando a paisagem quando ouviu - ou pressentiu - que alguém perto dali corria perigo.
Rebecca não era do tipo que gostava de se intrometer na vida dos outros e hesitou um instante antes de se decidir. A sensação de perigo aumentou e ela pensou: está bem, vamos ver o que é.
Guiada unicamente pelos instintos, saiu da estrada e começou a descer por um caminho lateral, até encontrar uma casinha d emadeira duzentos emtros à frente.
Chamou, bateu palmas, mas ninguém atendeu. Rebecca sabia que a pessoa em risco estava lá dentro. Ela parou por um momento, respirou fundo e criou em torno de si uma aura de proteção. Em seguida, empurrou a porta sem saber o que ia encontrar.
No primeiro momento, não viu nada. Procurou sentir o ambiente, tentando identificar auras presentes, mas não encontrou nenhuma. Foi então que percebeu, num canto escuro da sala minúscula, um pequeno vulto encolhido contra a parede. Ela se aproximou com cuidado.
Amordaçada e amarrada por cordas, uma menina a olhava tão assustada que sua aura estava praticamente invisível. Rebecca abaixou-se e examinou-a atentamente, enquanto tentava soltá-la. Preciso de uma faca - pensou e levantou-se, indo em direção à cozinha.
De repente, bloqueando sua passagem, surgiu um homem alto e forte, cuja aura lhe causou uma onde de enjôo. Ela retrocedeu um passo e o desconhecido avançou em sua direção.
Rebecca parou e olhou-o diretamente nos olhos. Venha - pensou, quase com prazer. O homem avançou e imediatamente foi derrubado por um comando mental vido da garota.
- De pé! - ordenou.
Quando viu os olhos da adolescentes o brutamontes ficou apavorado. No lugar da íris havia chamas vivas que brilhavam nas óbitas como duas tochas incandescentes. Ele levou as mãos ao peito, deixando cair o punhal que carregava e tombou, inerte. No instante seguinte ela enviou uma mensagem telepática para que o xerife Perkins viesse até o local.
Perkins, sentado em sua sala na delegacia, sentiu uma vontade incontrolável de pegar o carro e ir até a casa de Dolson Jones, à margem da estrada para o Parque Nacional.
Mas Rebecca ainda não estava satisfeita. Trouxe o homem caído de volta à consciência e concentrou seu olhar sobre ele. O pervertido começou a urrar de dor, sentindo o corpo arder como se estivesse no meio de uma fogueira. Ela tirou-lhe a voz.
- Nunca mais faça isso ou vai queimar até a morte, entendeu? 
Dolson concordou desesperado e sua agonia foi aliviada. 
Rebecca tirou a mordaça da menina, olhou-a com carinho e apagou dela todo o trauma que o homem lhe causara. Beijou o rostinho agradecido, pediu que esperasse pela polícia e saiu.
Minutos depois cruzou com o xerife na estrada e viu, satisfeita, que ele entrava na estradinha de acesso à casa de Dolson Jones.


 
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